Regras internas, públicas

Os critérios por trás de cada guia publicado

Aqui explicamos como um assunto se transforma em guia, quais exigências um texto precisa cumprir antes de ir ao ar, como lidamos com erro apontado e por que o anúncio exibido na página não pesa em nenhuma dessas decisões.

Em resumo

  • Um tema só avança se cobrir um problema completo e render um passo a passo testável.
  • Recomendação que custa dinheiro sempre vem com uma opção de baixo custo ao lado.
  • Todo guia exibe quando foi revisado por último e entra em ciclo de revisão.
  • Quem anuncia aqui não define pauta, não lê rascunho e não paga por citação.

Como uma pauta é escolhida

Volume de busca não decide pauta aqui. O que decide é um problema real de quem trabalha em casa. Antes de entrar na fila de produção, qualquer ideia passa por quatro filtros: existe uma situação concreta por trás dela? A solução cabe em passos que o leitor executa sem ajuda? É possível confirmar se funcionou? E nenhum guia já existente cobre o mesmo terreno?

Falhar em um desses filtros tira o tema da fila, ou obriga a reformulá-lo. Por isso você não encontra aqui nada como "dez dicas para ser mais produtivo" — esse tipo de pauta trava justamente no segundo e no terceiro filtro. Já um título como "por que você subestima o tempo das tarefas" passa, porque nomeia um erro específico com correção aplicável.

Pedidos enviados por leitores entram na mesma fila de avaliação. Quando a ideia não justifica um guia inteiro, ela costuma acabar incorporada como seção de um guia já existente.

Como um guia é estruturado

A arquitetura se repete em todos os guias de propósito: quem leu um já sabe onde encontrar cada coisa no próximo.

  • Sumário na lateral, listando as seções para ir direto ao que interessa.
  • Resumo de quatro linhas no topo, com as conclusões centrais — suficiente para quem tem só trinta segundos.
  • Passo a passo numerado, respeitando a ordem de execução, porque a sequência pesa mais do que a lista em si.
  • Checklist com progresso salvo no navegador, espalhando a execução por vários dias sem perder o ponto.
  • Perguntas frequentes para os casos que escapam do fluxo principal.
  • "O que fazer hoje", a ação mínima que já entrega resultado, no encerramento do texto.

Essa última seção não é opcional. Guia que termina sem indicar o que fazer nos próximos quinze minutos é apenas um texto sobre o tema — não cumpre a função de guia.

Critérios de qualidade

Toda publicação atende a três exigências.

Clareza de linguagem. Frase curta, vocabulário do dia a dia, jargão evitado quando há palavra simples disponível. Termo técnico inevitável é explicado na primeira aparição.

Medida, não adjetivo. Em vez de "ajuste a mesa numa altura confortável", entregamos a faixa em centímetros, o ângulo do cotovelo e o teste para confirmar. Adjetivo não monta nada; número monta.

Rota de baixo custo. Toda recomendação com preço precisa de uma versão que custe pouco ou nada ao lado — livro empilhado em vez de suporte comprado, toalha enrolada em vez de apoio lombar pago. A versão improvisada é apresentada pelo que é: solução de ponte, nunca definitiva.

O teste de quem não tem para gastar

A pergunta que fazemos antes de publicar: alguém sem orçamento consegue melhorar a própria situação só com este texto? Resposta negativa manda o guia de volta para reescrita. Conteúdo que só vale para quem tem dinheiro de sobra não cumpre o propósito deste site.

Por que não indicamos marcas nem produtos

Não há ranking de "melhores produtos", não há modelo recomendado nem link de afiliado no Egeyah. A escolha tem dois motivos.

O primeiro é prático: modelo sai de linha, preço oscila, a oferta muda de uma região para outra, enquanto um critério de escolha segue valendo por anos. O segundo é de independência: site que indica produto e lucra com isso perde a nitidez entre recomendação e venda. Sem indicação, não existe comissão nenhuma para proteger.

Revisão e atualização

Nenhum texto publica sem passar por uma segunda pessoa da equipe, que confere clareza e checa se as medidas citadas são coerentes entre as seções e com outros guias do site.

Após a publicação, cada guia entra em um ciclo de revisão periódica. Recomendação alterada significa reescrever o trecho original, nunca empilhar um aviso no rodapé. A data da última revisão aparece sob o título de cada guia.

Correção de erros

Erro acontece, e como tratamos isso também é política editorial. Toda correção enviada passa por verificação. Se estiver certa, o trecho muda e a data de atualização acompanha. Se não procede, respondemos justificando o critério adotado.

Para relatar, escreva para [email protected] ou use a página de contato com o assunto "Correção de conteúdo". Informe o guia, o trecho e o problema; correções furam a fila normal de resposta.

Limites do conteúdo

O que publicamos é orientação geral sobre conforto, organização e método — não é diagnóstico, prescrição ou parecer técnico individual.

Dor contínua, formigamento ou perda de força exigem avaliação presencial com profissional de saúde. Jornada, contrato e reembolso de despesa dependem de convenção coletiva e pedem orientação jurídica. Decisão de compra é responsabilidade de quem compra. Cada guia reforça isso no ponto em que o tema surge, não só nesta página.

Independência editorial e publicidade

A manutenção do site depende de publicidade de terceiros — é a única fonte de receita, mantida separada da redação. Quem anuncia não decide pauta, não lê o texto antes de publicar, não ganha menção editorial e não tem meio de solicitar mudança de conteúdo. Publieditorial, resenha paga e link comercial dentro de guia não são aceitos.

Qualquer mudança futura nesse modelo será descrita aqui antes de entrar em vigor. E como nenhuma recomendação aponta para um produto específico, simplesmente não existe recomendação à venda.